Alcahólico [nem tanto]

Posted in Literatura Bastardiana on setembro 5, 2009 by richardmsouza

Acho que hoje vou contar uma história de álcool… Afinal de contas, todo mundo tem uma né. Essa é bem “levinha”

Então, há uns dois anos atrás, costumávamos, Sean, Breno e eu, nos domingos “vespertinos” extremamente agitados de Aracaju [¬¬], sair para a Treze de Julho. Passávamos pelo supermercado e pegávamos umas garrafas de “vinho tinto de mesa à temperatura ambiente” , como diria Breno, e uns salgatones isopor kkkk.

Depois nos alocávamos próximo ao famoso mirante e bebíamos. Eu sempre ficava meio “alegrinho” e cometia algumas loucuras, como essa a qual relatarei, pois ficou nas nossas memórias até hoje.

Tudo começou como nos outros domingos… eu não lembro como foi de inicio, quem chamou quem, até porque não importa… enfim, saímos dos fundos de Aracaju [ponto novo, luzia… etc~] e com as nossas pernas descemos a Avenida Francisco Porto, parando no GBarbosa que se aloca ali.

No “Gê” Barbosa, fomos para a parte de vinhos, destilados e afins. Lá Breno pegou 3 garrafas e Sean logo falou:

– Ei Breno, não quero beber não. Pegue só duas garrafas.

– Oxe rapaz, não vai beber por que? Está sem grana? – Breno respondeu.

– É estou quebrado.

– Relaxe cara, eu pago a sua.

– Ah! Então pode pegar.

Saímos do Gay Barbosa com três garrafas de “Do Frei” e uns 3 pacotes de Doritos (Creio eu) e rumamos a 13.

Sentamos próximo ao mirante,  perto do posto dos guardas ou no posto dos guardas [não me lembro mto bem], onde tem uma “varandinha”.

Sean "Kuwabara" Saad and eu

Sean "Kuwabara" Saad and eu

Breno tomou seu violão e começou a tocar. Ficamos lá bebendo e conversando. Lembro-me que quando a gente já estava um pouco alegre, chegou um bêbado e viu Breno tocando um blues. O bêbado simulou uma gaita com suas mãos sendo que fazia o som apenas pela boca acompanhando o violão. Ele até fez solinho, parecia um expert na “air harmônica” [ahuahuahu].

Bom, estávamos lá tomando o vinho, e Sean, no terceiro COPO, arregou dizendo que não queria beber mais e tal…          enfim, ele afrescalhou.

Breno  e eu me auto-tapando [foto véia]

Breno e eu me auto-tapando

E afrescalhou bem cedo por sinal… Nessa mesma época teve uma vez que Sean bebeu uma garrafinha de vinho só [e de canudo ainda] e riu abestalhado quando passamos na frente do Edifício Van Gogh, afirmando que parecia um pênis, devido as duas bolas na base e o formato cilíndrico da construção… [Eu não entendo a masculinidade desses garotos de hoje em dia… Eles vivem vendo pênis em tudo que é lugar! HÁ HÁ HÁ].

A garrafa dele estava quase cheia ainda. Nós reclamamos e tal, mas não teve jeito o sujeito não bebeu…

Resumindo, como eu era fraco para bebida, eu tomei o meu vinho, o dele e quase o de Breno e fiquei louco! Huahuauhauhha

Sean pagou pela sua falta de compromisso com o vinho [kkkkk] pois teve que me levar [arrastar] até o luzia, sendo que eu cometia atos inconseqüentes…

Do tipo:

Uma moça bonita [ou não] passar pela rua e eu soltar uma pedreiragem: “Uiii!!!” num tom de voz sacana [inicio ainda]

Gritar, quase chamando pra porrada, um cara no ponto de ônibus: “Vai tomar no cu, playboy!!”

Entrar no GBas, onde tinha uma senhora de uns sessenta e poucos anos que esperava por seu táxi e estava tomando conta de dois carrinhos cheios de compras. Me esbarrei em um dos carinhos de compras e… na frente do supermercado que estava cheio de gente, eu olho para cara dela e grito: “SAI DA FRENTE SUA VELHA BURGUESA!!”

Bom Feriadão p/ vocês, bastardinhos.

Richard Matos

Primeiro Post!! Vamos ver se dessa vez um blog meu anda!!

Posted in Literatura Bastardiana on agosto 31, 2009 by richardmsouza

Vai um momento da minha vida ai pra vcs. Creio q foi ano passado isso.

“[…]

Apreciando uma bebida alcahólica :)

Eu apreciando uma bebida alcahólica 🙂

Início da noite… Estava em casa no messenger teclando com um amigo meu, Sean – Kuwabara – Saad, perguntando  o que faríamos naquele sábado. Inocentemente, nós não esperávamos pelo pesadelo em que se tornaria tal passeio, o qual será relatado agora.

A idéia inicial seria um luau promovido por colegas de faculdade desse meu amigo na orla da Atalaia, aqui em Aracaju. Para ser mais preciso nos famosos laguinhos fedorentos cuja água é composta de oitenta por cento de mijo de rato e os outros vinte da urina dos bêbados que lá enchem a cara e é lá também onde os turistas e idiotas de plantão passam de pedalinho por baixo do chafariz iluminado com a língua para fora e os braços abertos simulando aqueles comerciais sarcásticos de seguro de vida que passam na tevê.

Saí da minha residência, meus caros colegas, às quinze para as nove do horário de Brasília somada a mais uma hora por ser uma Unidade da Federação em que se encontra fora da faixa de horário de verão. Atravessei o meu belo bairro seguro, onde as pessoas fazem churrasco de gato na porta, carros de som tocam “moreninha” e existem grandes e renomeadas bocas de fumo da cidade de Aracaju [ há há há].

Na minha cabeça havia apenas um pensamento, o de tirar o atraso, pois fui informado de que haveria garotas boas, bonitas e desacompanhadas.

Acelerei o passo para chegar a casa de Sean às nove, conforme o combinado, na Av. Saneamento. No caminho passei pela frente de uma igreja protestante de onde podia se ouvir gritos e gemidos com sotaque “soteropolitanosergipanocompuxadaspaulistas” de um ser moreno e baixo com cabeça achatada encurvado e feições de crise de Giardia lamblia e palavras de cunho “exorcístico” de um pastor cujas mensagens doutrinárias seculares soavam como palavras de ordem expelidas por militantes do MST.

No caminho recebo uma das boas [poucas] noticias da noite, por celular, do ser que vive prestigiando caipifrutas em grandes e finos bares da nossa cidade, o nosso amigo Orlando Filho, conhecido também como landjéinho (principalmente quando Sean confere o lado feminino ao seu ser), o cara mais rico da grupie [há há há]. Costumo dizer que ele é semelhante ao Alex Delarge do filme e livro A Clockwork Orange, mas como ninguém assistiu ou leu, tô nem aí. A notícia recebida seria de que este amigo arranjara um veiculo automotor de ponta através do velho “choro” aos pais. Este veículo seria de grande utilidade, pois reduziríamos o gasto com o transporte urbano e a competição espacial dentro de ônibus com o resto da pedreiragem.

Cheguei ao lar do nosso amigo Kuwabara antes do previsto (posso me gabar de que sou como um porsche de pernas), como na maioria das vezes, este ainda não havia se arrumado, como também é de costume. Esperei tal animal se aprontar e logo partimos para a casa de um outro amigo, chamado Igor (conhecido também como Igordinez o senhor das gargalhadas sarcásticas[hó hó hó!!] ). De lá partimos para a casa do sr. Orlando Filho.

Como sempre, fomos bem recebidos na casa do senhor O. Oliveira Filho e pouco demoramos lá. Logo partimos para o pesadelo…

De inicio, Sean nos informou de que o luau foi “miado” [miado = já era = tem mais não = game over = “tchau pardal”], porém iria acontecer um rock’n roll lá mesmo na Atalaia. Vale ressaltar que aqui em Aracaju o centro de todas as baladas e shows se encontram lá na Atalaia, o  que na maioria das vezes fode tudo, o buzu sempre é lotado, é longe da minha casa e o táxi também é caro.

Adentramos o possante e partimos. No meio do caminho, Bairro Coroa do Meio, paramos para buscar um colega de turma e também amigo de Sean chamado Everton, também louco como o anterior referido. Depois continuamos seguindo a nossa viagem, sem saber do terror em que iríamos se jogar.

Quando chegamos à famosa orla de Atalaia, pudemos ver que o tal rock tinha poucas pessoas na porta, em virtude também do horário [Uma dica de fórmula para shows em todos os lugares: horário do show (em horas) = horário previsto(h) + 2].

Então resolvemos dar uma parada nos laguinhos da orla afim de um passeio gostoso, vendo boas mulheres, desviando de desembestados de “charrete-bicicleta” e contando histórias antigas de nossas experiências próprias a fim de rememorar bons momentos. Por falar em “rememorar momentos” e “charretes-bicicletas”, poderei contar um breve momento de alegria na vida de nossos amigos e a minha. Lembro-me de que éramos quatro (Igor, Orlando, Sean e eu) procurando algo de útil pra fazer, ali mesmo naqueles laguinhos de águas tenebrosas. Após algumas voltas, nos deparamos com um senhor oferecendo o aluguel de tal “charrete-bicicleta”. Lembro-me do rosto de alegria de orlando proclamando tais palavras: “É só cinco reais!”; o sarcasmo nos rostos de Sean e Igor. Em minha mente quase pensei “It’s time for the old ultraviolence” [há há há!!]. Era em berros, ao mesmo tempo de medo e prazer, que aproveitei essa noite pelas loucuras cometidas nas pedaladas de meus amigos. Imagina só quatro marmanjos em uma carrocinha com rangidos advindos de corrosão e malcuidados. Perturbamos casais românticos, pessoas que caminhavam tranqüilamente pelo calçadão, atos de semi-suicídio, apenas coisas que podem ser realizadas por uma juventude saudável e disposta a atos inconseqüentes… Enfim, éramos felizes.

Continuando a história principal, saímos do laguinho e rumamos ao Edra, onde iria rolar o rock. No caminho surgiu a proposta de seguirmos para a porta da Live a fim de saber o que aconteceria em tal balada.

Na porta da Live, pudemos avistar bonitas garotas e uma faixa no topo de tal casa de show que em letras garrafais e esforçando um pouco minha vista, em virtude da distância e da miopia: “Alapada”.

– Show da Alapada rola bastante mulher – eram as palavras de Everton, no momento em que se aproximava um cambista com o intuito de desenrolar os seus trocados.

Por menos que eu esperasse, Sean e Everton já tinham desenrolado seus convites por dez reais cada. E assim fomos pressionados a comprar os nossos.

Fiquei com um pé atrás antes de comprar o meu ingresso, efeito de traumas anteriores como a noite de funk. Este fato pode ser lembrado como a união de tudo que odeio: funk, ingresso caro, patys frescurentas e playboys adestrados; vale rememorar que a noite foi salva com os meus últimos vinte reais (quatro ingressos por cinco reais no edras), onde duas bandas prestaram.

Os últimos três ingressos tiveram que ser comprados por 15 reais cada. Foi uma tortura para eu desembolsar tal quantia, um flash em minha mente mostrava a inúmera quantidade de farras que teriam chances de dar mais certo e me fazer feliz com tal valor.

“Seria um bom investimento?” era o que se passava na minha cabeça. Mas com um dos olhos escorrendo lagrimas e o outro puro sangue, comprei o ingresso.

Dali fomos para a porta.

“Calma Richard, tudo dará certo!” era o que os meus amigos falavam quando percebiam que estava prestes a ter uma crise nervosa.

A minha esperança era de que venderíamos os nossos ingressos e partiríamos para outras aventuras. Passamos cerca de duas horas do lado de fora de tal evento.

No momento em que ficamos do lado de fora podemos avistar outros amigos nossos, como Daniel “o Preto” tentando entrar no evento e em seguida Fe[“rrrr”]rnando (toca junto comigo, Igor e Sean na BOi!Cote, nossa banda de punk rock), Moisés, Vitor e mais outro amigo deles, todos felizes e levemente bêbados.

A idéia de vender o ingresso, por parte de Sean, primeiramente, surgiu, e Igor e eu aderimos. Mas logo desapareceu por um motivo que eu não lembro qual foi.

Lembro-me que do lado de fora, mulheres entravam assim como pré-adolescentes, nerds e retardados, empolgados com a banda do momento, esperavam a sua vez na fila para entrar. E eu só olhando, com a canteira do pé raspando o precipício, momentos antes de uma queda longa e sofrida embalada por um pop rock qualquer.

Os meus amigos tomaram cada um sua birita e criaram coragem para entrar.

Sem poder beber devido medicamento que estou tomando, tirei forças do ar que respiro e entrei de olhos fechados.

Lá dentro não tinha muita gente. Estava rolando musica eletrônica (odeio, porém suporto) e duas lindas e gostosas modelos dançavam ao nosso lado. Orlando parecia uma criança com um presente recém ganho no natal, uma caneta com laser, principalmente quando começaram a jogar aquela fumaça de show e a trajetória do laser ficava bem visível. Conseguimos nos divertir com aquilo [há há há].

Um tempo depois, a banda que era responsável pelo evento, preparou um vídeo enrolation, para acalmar a platéia sedenta de algo que possivelmente agradasse a eles. Foram cerca de 15 minutos de vídeo, narrados pelo vocalista da banda, contando a trajetória e outras coisas que só servem pra encher lingüiça e pagar de “famosão”.

Acabou o vídeo e a tortura começou…

Acho que passei o tempo cerca de cinco ou seis musicas, para tomar consciência e sair dali…

Você pode me perguntar porque eu saí e eu te respondo agora no próximo parágrafo.

Imagina você lá parado, escutando musicas no mesmo estilo daquelas que tocam na novela Malhação (O que estou fazendo aqui!?). O lugar ficou cheio do nada e tinha mais marmanjo que mulher (Piorou mais ainda!!). Tudo lá dentro é bem mais caro (Ta louuuuuucoooo!!). Imagina uma cambada de nerd pulando atrás de você, sendo que qualquer tentativa de pogo era reprimida por um segurança mais fraco que a minha vó . E o cúmulo do cúmulo, o cu do cu, a merda da merda de um nerd mais velho que eu (barbudo e o escambau) com a camisa de fã clube bem do seu lado, cantando e repetindo as performances da banda, parece que não bastava a banda tocando em cima do palco [acho que joguei diarréia de gato na cara de Jesus quando este foi crucificado].

Então vazei, get out, fui me, capei o gato e escafedi!

Fiquei na área aberta da live. Fui o primeiro a sair junto com Orlando.

O resto da cambada foi saindo pouco a pouco. Em dez minutos estávamos todos reunidos nesse local.

Logo saímos dessa casa de show. E fomos comer cachorro quente lamentando o fato ocorrido.

Bom, acredito em que tudo que acontece na vida existe lados bons. Alguém me falou uma vez que é necessário palparmos o que odiamos, para assim reforçar o ódio e nunca mais cometer tais atos, sabe? Tomar um nojo bem grande da coisa.

Depois demos uma passada no Edra, onde uma banda tocava algo bem rústico, porém bem legal. Todos os integrantes da banda estavam bêbados feito pirata, sendo que o vocalista caia no chão facilmente, toda hora. Para mim, isso foi como um copo de água mineral num deserto de calor escaldante, não sei para os outros amigos.

Lição Aprendida 1: Nunca mais vou para a live!

Lição Aprendida 2: Só vou para onde irei me divertir de verdade, um saldo positivo de vários fatores.

Lição Aprendida 3 : Alapada é uma bosta!

Lição Aprendida 4: Murphy é o cara mais certo no mundo: não há nada tão ruim que se não pode se piorar mais ainda.”